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sexta-feira, 27 de março de 2009

A Amizade





Plante no quintal de sua vida

Uma muda de amizade

Cerque, proteja e cuide

Para que nada de mal aconteça.

Adube a terra, alimente, regue

Cultive a planta num laço

De confiança e respeito.


Seja paciente, saiba esperar...

A Primavera vai chegar!

Por certo, surgirão as flores

As borboletas e as joaninhas

A colorir o seu pedacinho de quintal.


Observe a delicadeza das fores

Sinta o perfume, brinque na alegria

Das borboletas...

Veja como é lindo o seu jardim!


Quando a Primavera for embora...

E o verão chegar, fique atento

Proteja a planta do sol castigante

Não a deixe murchar. Hidrate...

Resgate sua beleza, ofereça

Um pouco mais de atenção!

Repare que, com o tempo

Alguns brotos vão surgir

São frutos da sua dedicação, junte

Várias mudas, replante todo o seu quintal.


Redobre os cuidados

Para que nada de novo aconteça e deite

Na certeza de que outras Primaveras virão.


Em sua vida....

Um mar de flores lhe espera.

E, guarde deste tempo...

As saudades das tantas amizades

Que neste jardim cultivou.


Autor P.Coelho

segunda-feira, 23 de março de 2009

Assim se fala em bom português

Plural da palavra Pai Natal

O vocábulo natal pode ser substantivo ou adjectivo. É substantivo, quando se refere ao dia ou à época em que nasceu determinado ser humano:
«No dia 2 de Junho, festejamos sempre o natal da nossa querida mãe».
Quando nos referimos ao nascimento de Jesus Cristo, escrevemos com inicial maiúscula: «Amanhã, 25 de Dezembro, é dia de Natal».
É adjectivo em frases como as seguintes:
«O meu país natal faz parte da Península Ibérica».
«A terra natal de Fulano tem-se desenvolvido muito».
O vocábulo natal flexiona-se em número, quer seja substantivo quer adjectivo:
«Estive cinco natais sem vir a tua casa».
«Nessa reunião, estavam dez pessoas como representantes apenas de quatro terras natais».
«O Pai Natal em maiúsculas inspirado na lenda de São Nicolau é só um», como diz João Carreira Bom. Mas os muitos que o representam são os pais natais, em que o adjectivo natal concorda em número com pais, tal como o adjectivo educadores concorda com pais na expressão pais educadores. A linguagem da TV e da Rádio, infelizmente, não pode servir de norma, pois todos vemos que nem todos os locutores e jornalistas sabem percorrer o caminho da corre(c)ção da linguagem.
Nesta denominação, o vocábulo Natal é adjectivo. Ora, como o adjectivo tem de concordar com o substantivo, o plural só pode ser Pais Natais.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Desde a antiguidade que o número 13 tem sido considerado como um mau agoiro. Filipe da Macedónia, depois de ter juntado a sua estátua à dos Doze Deuses maiores, durante uma procissão, morreu assassinado pouco depois no teatro.
Na última refeição de Cristo com os apóstolos, a Última Ceia, os presentes eram treze. A Cabala enumerava 13 espíritos do mal. O 13º capítulo do Apocalipse é o do Anticristo e da Besta.
No entanto, o décimo terceiro num grupo aparece, também na antiguidade, como o mais poderoso e o mais sublime. É o que acontece com Zeus no cortejo dos doze deuses, no meio dos quais ele se senta ou caminha, como um décimo terceiro, segundo Platão e Ovídio, distinto dos outros pela sua superioridade. Ulisses, o décimo terceiro do seu grupo, escapa ao apetite devorador do Ciclope.
Na aritmo-simbologia de Allendy, este número representa um princípio de actividade 3 exercendo-se na unidade de um todo 10 que o contém e que, por conseguinte, o limita. Treze corresponderia a um sistema organizado e dinâmico, mas determinado e particular, e não universal; seria, de alguma forma, a chave de um conjunto parcial e relativo. Assim, R. Schwaller, interpreta-o como a força geradora, boa ou má. Pelos seus limites estáticos (o decenário estático) e dinâmicos (o ternário activo), o 13 marca uma evolução fatal em direcção à morte, em direcção à realização de um poder, dado que este é limitado: esforço periodicamente interrompido. De uma forma geral, o 13, como elemento excêntrico, marginal, errático, afasta-se da ordem e dos ritmos normais do universo: do ponto de vista cósmico, a iniciativa do 13 é antes de mais, má,porque a acção da criatura – não harmoniosa com a lei universal – só pode ser cega e insuficiente; serve para a evolução do indivíduo, mas agita a ordem do macrocosmos e perturba o repouso; é uma unidade que agita o equilíbrio das várias relações do mundo (12+1) (ALLS, 359).
Número sagrado fundamental na astronomia, no calendário e na teologia dos antigos mexicanos: os treze deuses e o deus treze no Popol-Vuh; o Sol no zénite e as doze estrelas; os doze deuses das chuvas, o primeiro, ou grande deus do céu*: a Décima terceira regressa… é ainda a primeira. E é sempre a única, ou o único momento. Pois tu és rainha, oh tu! A primeira ou última… (Gérard de Nerval). É neste sentido que é preciso interpretar a Morte, décimo terceiro arcano maior do Tarot: não significa um fim, mas sim um recomeço após a conclusão de um ciclo: 13 = 12 + 1.
Para os Astecas, é o número do próprio tempo, aquele que representa o fim da série temporal. É associado ao número 52, o século asteca (13 x 4), a ligação dos anos pela duração dos sóis. O primeiro e quarto sol, que duraram 676 anos cada um, são os mais perfeitos, dado que eles contêm apenas dois números: 13 x 52 = 676.
Treze dias é também a duração da semana asteca.
De uma forma geral, este número corresponde a um recomeço, com este matiz pejorativo de que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer. Representa, por exemplo, o perpétuo subir da montanha de Sísifo, ou o tonel, impossível de encher, das Danaides.

in Dicionário dos Símbolos